19.12.09
30.11.09
Texto sobre o consumismo
... Que na sociedade alguém não queira ter cousa alguma, que estranheza! Pois que hoje em dia possuir algo, ou alguns, de simples objectos ou infelizes pessoas não espanta.
E tal vício , que mais tarde lhe poderei justificadamente chamar, é tanto mais comum como daqueles que o aproveitam, do lado inverso da crítica...
Hoje em dia consome-se mais e demais, pelo que afirmo Temos de reduzir níveis de vida materiais, combatendo o consumismo, de um jeito meu como das moedas que guardo no bolso que sem reverso permanecem até então.
Primeiramente, a verdade é que os bens materiais não se traduzem em bem-estar, e de bem pouco lhes vejo na prisão que livremente nos impomos como oferecida, por intermédio dos objectos de entre-a-tempos, o aumento do uso de antidepressivos e acostumadas psicologias revelam a falsidade da efémera satisfação que satisfaz o tempo de um vazio efémero na imaginação que ocupa os ponteiros do relógio. Consequentemente, pois podem dizer que aborrecimento é mal que se evita, e que bem que se previne com o facilitismo e hobbies dos tempos modernos!
Todavia, e retomando a questão, eu consimeredo! Oh, desculpem, que demais consumi as palavras, e que alienado fiquei! Dizia eu, considero que demais que consumimos, de tantos objectos estamos rodeados. Os gadjects e afins têm aumentado, o ócio reserva-nos mais tempo de vida para o ócio, e os passatempos, que de tempos a tempos aumentam por aqueles que os pensam, e não aqueles que os fazem, parecem boas práticas de entretenimento, até nos depararmos, ou melhor, não nos depararmos com aquilo que tão vulgarmente víamos, problemas como a redução de recursos naturais onde tão seriamente estamos envolvidos, mais pelo uso que pela razão. A fauna e flora não aguentam o ritmo da ambição humana, aliás, nem nós o aguentamos, vejam-se o número de suicídios, frustrações e depressões. Pois que as pessoas ficam mais estúpidas e fúteis, aumentando a infelicidade que no início se declarava como aborrecimento. Isto advém da característica capacidade de ter quanto mais se quer ter, surdamente ultrapassando o camião que no final da corrida termina sempre em primeiro lugar, quem tudo quer tudo perde.
Mas mesmo no Apocalipse os ricos são mortos com foices de oiro, enquanto que à coronhada os pobres são esquecidos, pois por cada novo rico cinco novos pobres são exemplos da distinção social.
Concluindo em respeito pelas moedas de uma só fronha que mais alguns, poucos, têm também nos bolsos, peço aos demais que raspem a vossa parte suja, pela Terra, pelos seres vivos, por vocês, que tal não se traduz num facilitismo, mas sim em estabilidade mental e social, e que para a vossa dar as voltas que bem precisa, como diz Bob Dylan, não há melhor companhia que nós próprios, mas que como em tudo na vida, não se deve exagerar, pois torna-se aborrecido. Como este texto.
Texto argumentativo chumbado em Português - "Pedro, tu queres convencer as pessoas, não confundi-las"
27.11.09
... fotografias?
deixei de pôr fotografias no blog e apaguei as antigas por causa dos copy/paste, assim como da singularidade da fotografia.
4.10.09
woodstock pt2
santana: soul sacrifice
jefferson airplane: white rabbit
joe cocker: with a little help of my friends
jimi hendrix: purple haze
17.9.09
40 anos woodstock 69 - three days of peace, love and music
faz quarenta anos o woodstock de 69, na minha opinião o maior e melhor festival de sempre na melhor época da história, os anos 60, mesmo com toda a merda que havia. em tempo de guerra (o vietnam), muitos jovens insurgiram-se, provocaram a sociedade americana e apelaram a valores tais como a paz e o amor. os três videos que acima exponho são todos do festival, sendo o primeiro musico country joe mcdonald, com uma canção de protesto "fixing to die". the who, a cantar a sua geração, em segundo lugar. por fim Richie Havens, "freedom".
em baixo o trailer do filme que estreia dia 18, Taking Woodstock
#1
num assalto à revolução, o nómada foi assassinado. Quem muito muda pouco mantém: primeiro erro estratégico.
1.7.09
26.6.09
RIP Michael Jackson
morreu, como toda a gente deve ter visto na televisão, michal jackson. como não consigo pôr aqui o seu famoso videoclip, deixo o url.
http://www.youtube.com/watch?v=hOj5H5W9zYo
http://www.youtube.com/watch?v=hOj5H5W9zYo
2.3.09
18.2.09
5.2.09
o porquê da falta de mudanças (formatação)
Coloca tudo o que consideras "bom" como definição de "mal", e vice-versa.
agora diz "eu gosto de ser mau, e a sociedade ideal é a do mal.
Está algo errado, não está?
agora diz "eu gosto de ser mau, e a sociedade ideal é a do mal.
Está algo errado, não está?
29.1.09
15.12.08
1+1 = 0
era uma vez um homem de aspecto grande, sem ser bruto. era frio e sério, bastante rude. não era muito rico, mas tinha dinheiro. e se o tinha, era porque não o gastava. não mais que o necessário. Chamava-se Hans.
era uma vez um artista de rua pobre, muito pobre. na sua infelicidade, só a transição do imaginário ao real lhe dava gozo. chamava-se Silo.
ora, passa um dia Hans numa das muitas ruas da cidade, e eis que encontra Silo, ou melhor, a sua obra. revelado por uma súbita sensibilidade, deixa-se ficar e observa a obra. não perde a compostura (convém dizer). durante dias Hans percorre a rua até descobrir a obra e a observar durante algum tempo, sempre sem nada comprar. nunca olhou nem falou com Silo. Um dia, ao passar pela rua, vê um moribundo a dormir (morto?) sobre uma espécie de cartões, masdeira e afins. como por tantos outros ignora. como por tantos outros, não reparou que o que procurava estava mesmo por baixo do aspecto asqueroso do vagabundo.
era uma vez um artista de rua pobre, muito pobre. na sua infelicidade, só a transição do imaginário ao real lhe dava gozo. chamava-se Silo.
ora, passa um dia Hans numa das muitas ruas da cidade, e eis que encontra Silo, ou melhor, a sua obra. revelado por uma súbita sensibilidade, deixa-se ficar e observa a obra. não perde a compostura (convém dizer). durante dias Hans percorre a rua até descobrir a obra e a observar durante algum tempo, sempre sem nada comprar. nunca olhou nem falou com Silo. Um dia, ao passar pela rua, vê um moribundo a dormir (morto?) sobre uma espécie de cartões, masdeira e afins. como por tantos outros ignora. como por tantos outros, não reparou que o que procurava estava mesmo por baixo do aspecto asqueroso do vagabundo.
3.12.08
2.11.08
post 113
faz hoje um ano que o blog joaofaial.blogspot.com (agora pedrofabiao.blogspot.com) foi iniciado. para assinalar, pensei em fazer um granda post mas nao me surgiram ideias por isso queria só deixar um obrigado a todas as pessoas que para o bem e para o mal interferiram na minha vida, fazendo dela o que é agora. um obrigado adicional a todos os que leem este blog, pois a solidariedade e muito bonita, e um !#?/* que ta *o% para os que não leem.
30.10.08
é musica para os meus ouvidos
num metro atulhado, o mp3 de um rapaz que ouve música é roubado.
só deu por isso quando, cansado de ouvir musica, decide desligar o inexistente mp3.
só deu por isso quando, cansado de ouvir musica, decide desligar o inexistente mp3.
24.10.08
Artigo nº 3: todo o indivíduo tem direito à vida (…)
In Carta Internacional dos Direitos Humanos
Direitos Humanos – 60 Anos de Amnésia Internacional
A declaração Universal dos Direitos Humanos faz em 2008 sessenta anos, mas ainda está para vir o ano em celebrará o cumprimento universal destes direitos. Pois a verdade é que por todo o mundo os direitos são ignorados. Nalguns locais como a Índia, África ou China é mais evidente o descuido do cumprimento dos direitos. Contudo, nalguns países ditos desenvolvidos, conhecidos (também) por darem o devido respeito à vida humana, muitos dos direitos são desleixados…
Direitos como à habitação, à saúde à educação ou mesmo à vida são dispensados um pouco por todo o mundo.
Mas este texto não se destina a fazer uma crítica ao não cumprimento dos direitos humanos por parte dos países, mas sim a uma breve opinião sobre a questão “A pena de morte é justificável?”, ou “É moralmente correcto condenar alguém à morte?”.
Apenas permitida em alguns países (ou estados), a pena de morte é a condenação mais grave a que um criminoso pode ser condenado, por crimes de homicídio, genocídio e contra a humanidade. Crimes por homicídio, sublinho. Se alguém (X) matar uma pessoa (Y), e X for apanhado (por exemplo) no Texas, é bastante provável que X seja condenado à morte. E X muito provavelmente é já um individuo rejeitado pela sociedade, pois não mataria se não estivesse já no limite do ser. A sociedade discrimina e rebaixa tanto os pobres que estes, não tendo cabeça nem jeito, matam. nunca se viu um rico condenado a pena de morte por homicídio pois este não necessita de matar para sobreviver. Mas é morto por quem? Por alguém que, após “fazer justiça”, é também um homicida, e por essa ordem de ideias deve ser morto, criando uma reacção em cadeia que muito provavelmente fará a humanidade desaparecer em algumas escassas décadas. Eis a peste negra do século XXI – a ingenuidade do Homem.
Num outro país, num outro mês X mata, desta vez, A. Contudo, neste país não existe pena de morte, portanto X viverá preso para sempre (ou a partir de 25 anos, o que poderá ser sempre). O que não deve ser uma vida inteira numa cela a pensar nos horrores feitos durante a liberdade. É obvio que X não vai gostar desta vida, e muito provavelmente sofrerá psicologicamente. Mas sofrerá ao pensar nos crimes que cometeu, e sofrerá com a ânsia da liberdade. Na ânsia da liberdade. Liberdade que se calhar nunca terá.
Mas não me dá prazer nenhum ver X a sofrer, eu não sou ele. Ele está a responder a uma sentença interior que foi há muito começada. Por ele. Eu dou-lhe alimento, água, higiene e medicamentos para as suas doenças; mas não lhe dou, nem consigo, cura para o passado. E mesmo que X seja louco, e que nunca venha a ter consciência da vida que tirou, terá consciência da liberdade que perdeu. E a liberdade, embora ignorada, é uma dádiva das mais nobres hoje em dia existentes.
E estes são os casos mais óbvios. Pois também se condena muita nobre pobre gente à morte. E ainda por cima à mais horrenda das mortes. Os arguidos não têm direito a julgamento e estão pré-destinados a uma morte lenta, e passiva. Este tipo de condenação é legal em todos os países, toda a gente sabe e toda a gente tenta dissimular. É um género de conspiração global. E também tu, que estás a ler, já mataste. É claro que não digo que deste em alguém um tiro, pois, como já disse, é uma morte passiva.
E já deves ter morto mais de mil pessoas. Pois quantas vezes não deves já ter passado por um mendigo, sem lhe olhar, sem lhe matares a fome por umas ínfimas horas?
In Carta Internacional dos Direitos Humanos
Direitos Humanos – 60 Anos de Amnésia Internacional
A declaração Universal dos Direitos Humanos faz em 2008 sessenta anos, mas ainda está para vir o ano em celebrará o cumprimento universal destes direitos. Pois a verdade é que por todo o mundo os direitos são ignorados. Nalguns locais como a Índia, África ou China é mais evidente o descuido do cumprimento dos direitos. Contudo, nalguns países ditos desenvolvidos, conhecidos (também) por darem o devido respeito à vida humana, muitos dos direitos são desleixados…
Direitos como à habitação, à saúde à educação ou mesmo à vida são dispensados um pouco por todo o mundo.
Mas este texto não se destina a fazer uma crítica ao não cumprimento dos direitos humanos por parte dos países, mas sim a uma breve opinião sobre a questão “A pena de morte é justificável?”, ou “É moralmente correcto condenar alguém à morte?”.
Apenas permitida em alguns países (ou estados), a pena de morte é a condenação mais grave a que um criminoso pode ser condenado, por crimes de homicídio, genocídio e contra a humanidade. Crimes por homicídio, sublinho. Se alguém (X) matar uma pessoa (Y), e X for apanhado (por exemplo) no Texas, é bastante provável que X seja condenado à morte. E X muito provavelmente é já um individuo rejeitado pela sociedade, pois não mataria se não estivesse já no limite do ser. A sociedade discrimina e rebaixa tanto os pobres que estes, não tendo cabeça nem jeito, matam. nunca se viu um rico condenado a pena de morte por homicídio pois este não necessita de matar para sobreviver. Mas é morto por quem? Por alguém que, após “fazer justiça”, é também um homicida, e por essa ordem de ideias deve ser morto, criando uma reacção em cadeia que muito provavelmente fará a humanidade desaparecer em algumas escassas décadas. Eis a peste negra do século XXI – a ingenuidade do Homem.
Num outro país, num outro mês X mata, desta vez, A. Contudo, neste país não existe pena de morte, portanto X viverá preso para sempre (ou a partir de 25 anos, o que poderá ser sempre). O que não deve ser uma vida inteira numa cela a pensar nos horrores feitos durante a liberdade. É obvio que X não vai gostar desta vida, e muito provavelmente sofrerá psicologicamente. Mas sofrerá ao pensar nos crimes que cometeu, e sofrerá com a ânsia da liberdade. Na ânsia da liberdade. Liberdade que se calhar nunca terá.
Mas não me dá prazer nenhum ver X a sofrer, eu não sou ele. Ele está a responder a uma sentença interior que foi há muito começada. Por ele. Eu dou-lhe alimento, água, higiene e medicamentos para as suas doenças; mas não lhe dou, nem consigo, cura para o passado. E mesmo que X seja louco, e que nunca venha a ter consciência da vida que tirou, terá consciência da liberdade que perdeu. E a liberdade, embora ignorada, é uma dádiva das mais nobres hoje em dia existentes.
E estes são os casos mais óbvios. Pois também se condena muita nobre pobre gente à morte. E ainda por cima à mais horrenda das mortes. Os arguidos não têm direito a julgamento e estão pré-destinados a uma morte lenta, e passiva. Este tipo de condenação é legal em todos os países, toda a gente sabe e toda a gente tenta dissimular. É um género de conspiração global. E também tu, que estás a ler, já mataste. É claro que não digo que deste em alguém um tiro, pois, como já disse, é uma morte passiva.
E já deves ter morto mais de mil pessoas. Pois quantas vezes não deves já ter passado por um mendigo, sem lhe olhar, sem lhe matares a fome por umas ínfimas horas?
6.10.08
dexperiências curiosas(2)
há uma teoria que diz que se nunca se tivesse colocado um quadrado vermelho em volta do rectângulo, provavelmente esse mesmo rectângulo nunca teria sido pisado.
mas não passa disso, duma teoria.
mas convém dizer que os filosofos que formularam essa teoria também já pisaram o experiente rectângulo.
mas não passa disso, duma teoria.
mas convém dizer que os filosofos que formularam essa teoria também já pisaram o experiente rectângulo.
dexperiencias curiosas
após certas pesquisas, descobriu-se que naquele jardim havia um rectangulo com cerca de 6 centimetros quadrados que nunca fora pisado. tendo em conta que o jardim era centenário, foi uma descoberta curiosa.
fez-se um quadrado de fita-cola vermelha em volta do inexperiente rectângulo.
um visitante, ao passear pelo jardim, viu o quadrado e, por curiosidade, pôs-se em cima dele, à espera de algo mágico, destruindo ingenuamente a magia do local. muitos mais visitantes lhe seguiram a pisada.
há quem diga que o rectângulo é agora o ponto mas pisado do jardim.
fez-se um quadrado de fita-cola vermelha em volta do inexperiente rectângulo.
um visitante, ao passear pelo jardim, viu o quadrado e, por curiosidade, pôs-se em cima dele, à espera de algo mágico, destruindo ingenuamente a magia do local. muitos mais visitantes lhe seguiram a pisada.
há quem diga que o rectângulo é agora o ponto mas pisado do jardim.
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