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17.9.09

#1

num assalto à revolução, o nómada foi assassinado. Quem muito muda pouco mantém: primeiro erro estratégico.

5.2.09

o porquê da falta de mudanças (formatação)

Coloca tudo o que consideras "bom" como definição de "mal", e vice-versa.
agora diz "eu gosto de ser mau, e a sociedade ideal é a do mal.
Está algo errado, não está?

15.12.08

1+1 = 0

era uma vez um homem de aspecto grande, sem ser bruto. era frio e sério, bastante rude. não era muito rico, mas tinha dinheiro. e se o tinha, era porque não o gastava. não mais que o necessário. Chamava-se Hans.
era uma vez um artista de rua pobre, muito pobre. na sua infelicidade, só a transição do imaginário ao real lhe dava gozo. chamava-se Silo.

ora, passa um dia Hans numa das muitas ruas da cidade, e eis que encontra Silo, ou melhor, a sua obra. revelado por uma súbita sensibilidade, deixa-se ficar e observa a obra. não perde a compostura (convém dizer). durante dias Hans percorre a rua até descobrir a obra e a observar durante algum tempo, sempre sem nada comprar. nunca olhou nem falou com Silo. Um dia, ao passar pela rua, vê um moribundo a dormir (morto?) sobre uma espécie de cartões, masdeira e afins. como por tantos outros ignora. como por tantos outros, não reparou que o que procurava estava mesmo por baixo do aspecto asqueroso do vagabundo.

30.10.08

é musica para os meus ouvidos

num metro atulhado, o mp3 de um rapaz que ouve música é roubado.
só deu por isso quando, cansado de ouvir musica, decide desligar o inexistente mp3.

6.10.08

dexperiências curiosas(2)

há uma teoria que diz que se nunca se tivesse colocado um quadrado vermelho em volta do rectângulo, provavelmente esse mesmo rectângulo nunca teria sido pisado.
mas não passa disso, duma teoria.

mas convém dizer que os filosofos que formularam essa teoria também já pisaram o experiente rectângulo.

dexperiencias curiosas

após certas pesquisas, descobriu-se que naquele jardim havia um rectangulo com cerca de 6 centimetros quadrados que nunca fora pisado. tendo em conta que o jardim era centenário, foi uma descoberta curiosa.
fez-se um quadrado de fita-cola vermelha em volta do inexperiente rectângulo.

um visitante, ao passear pelo jardim, viu o quadrado e, por curiosidade, pôs-se em cima dele, à espera de algo mágico, destruindo ingenuamente a magia do local. muitos mais visitantes lhe seguiram a pisada.

há quem diga que o rectângulo é agora o ponto mas pisado do jardim.

2.9.08

o mentiroso

o mentiroso ganhou a lotaria. para reconhecimento perguntaram-lhe Tu és o mentiroso, Não, disse. não recebeu o premio.

uma outra versão da estória conta que o mentiroso disse que o era. não recebeu o premio, pois ironicamente não acreditaram nele.

13.8.08

a vila(5)

um dia não houve noticias, o povo aplaudiu.

a vila(4)

notícias chegavam a toda a hora. tudo era feito com o intuito de emocinar a população (e ganhar uns cobres).
venda de droga, captura de droga, homicidios, captura de homicidas...
Tudo o que é feito, é em prol do povo, diziam os "chefes".

a vila(3)

as noticias escasseavam na vila. estava tudo muito sistematizado. Não pode ser assim, pensavam, É necessário emoção.
a verdade é que nem chegavam a haver notícias, daí o problema.
um dia, um grupo de patriotas anuncia (e efectua) a sua chegada ao poder. até então não havia poder, e os cidadãos ignoravam o que estava de facto a acontecer.
mas era uma noticia, e apesar dos males que pudessem resultar do acontecimento, o povo delirou e aclamou os seus novos "chefes".

12.8.08

a vila(2)

não é que as pessoas não fossem simpáticas, simplesmente não era o momento indicado para prestar o auxílio de que necessitava o mendigo.

o mendigo foi enterrado no cemitério da vila, à hora programada.

pena ter sido dois dias após a sua morte, mas, que diabo, ninguém podia prever que o mendigo iria escolher um hora tão inapropriada para falecer.

a vila(1)

Naquela vila os horários eram estritamente regulados, controlados e efectuados. quando alguma acção, por mais ridicula que fosse, estava programada, era feita nem a mais nem a menos tempo.
houve até uma dessas velhas histórias que contava que um criminoso (nem o chegou a ser, a palavra foi mal escolhida para o caracterizar) planeara um crime que não chegou a concretizar devido a um ligeiro atraso que manchou o seu orgulho.
Ora, um dia chegou à cidade um pobre mendigo que ansiava por comida, bebida e dormida. como o mendigo (por negligência ou ignorancia sua) chegou a uma hora em que não se efectuavam tais acções, ninguém o ajudou e este acabou por morrer.

o óculo-escuro (2)

provavelmente, a mentira sao as lentes que criam, enquanto que tu (e eu), nao passamos de uns ingénuos, pois deixamo-nos iludir por falsas verdades.
apesar de nao serem realmente mentiras, tu e que quiseste pôr os óculos-escuros.

14.7.08

histórias com alguma moral (4)

o rapaz passava a vida a fumar. fumava cerca de três massos de cigarros por dia. os amigos passavam a vida a avisá-lo. Essa porcaria ainda te mata, isso provoca uma data de doenças, Diziam. O rapaz nao ligava. um dia, enquanto fumava um (dois, três?), engasgou-se, asfixiou e morreu.

10.7.08

o óculo-escuro

Quando pões uns óculos-escuros, passas a ver tudo mais escuro (óbvio).
E é também óbvio que a paisagens, as pessoas ou os objectos não escureceram, tu é que passate a vê-los mais escuros.
É verdade que tudo se mantem igual.
Mas também é verdade que tu passaste a ver de uma maneira diferente.

Então, o que é que é mentira? Tu, ou os óculos-escuros?

7.7.08

histórias com alguma moral (3)

Naquele carro, o assento ao lado do do volante era o mais cobiçado. Toda a gente queria sentar-se lá, apesar de não haver nenhuma razão que justifica-se tal acontecimento. Haviam discussões cada vez que a família entrava no carro, pois todos (até o condutor?) queriam sentar-se no tal banco. Era sempre o mesmo elemento que acabava por se sentar lá, fazendo a viagem gostosamente. Os outros elementos revoltaram-se. Queriam o lugar. Cobiçavam o lugar. Desejavam o lugar. Talvez mais por nunca se terem sentado lá, do que propriamente pelo conforto que ele proporcionava. Houve uma revolução. Retiraram o elemento que até então lá habitava. Lutaram para que um e só um se sentá-se no tal assento. O mais forte conseguiu. No momento mágico, baixou-se e relaxou o traseiro no estofo de cabedal.

Foi então que reparou, que aquele banco não era nem mais nem menos confortável que os outros, e que o material do qual era feito era igual. "Afinal, única coisa que muda é a sua localização", constatou.

29.6.08

que nem um cão..

um homem sai de casa com um prato a transbordar de comida enlatada para o cão que, ao ver o dono, entra numa crescente alegria saltando e correndo. o dono pousa o prato no chão, esboça um sorriso e faz uma festa ao cão, que come com gosto.
um velho mendigo presencia o acontecimento e, melancolicamente, pensa: "Bolas, quem me dera ser cão...."

15.6.08

histórias com alguma moral (2)

Era uma empresa que, embora não o dissesse assim tão claramente, vendia pessoas. Por uma dada quantia, uma pessoa viajava até um destino e aí "vivia" sob as ordens do comprador como um escravo. O lucro era grande. O chefe decidiu expandir o seu negócio. Chegou uma altura em que os escravos compravam os donos, gerando uma certa confusão. Os lucros aumentaram ainda mais. O chefe expandiu ainda mais a empresa. Um dia, o chefe foi comprado. a empresa continuou, não faliu, muito pelo contrário. Às tantas subiam a chefe (regularmente) diversas pessoas, até estas serem compradas por outrem. Até já houve quem se comprasse a si próprio...




Mas os lucros continuavam a subir, e isso é que era importante.

histórias com alguma moral (1)

era uma vez um homem que poupava tanto, mas tanto, que chegava a deitar fora a pouca comida que comprava, pois esta passava o prazo de validade.